Desde o surgimento dos primeiros telefones celulares, na década de 1980, as tecnologias de telefonia móvel têm evoluído constantemente.

Os primeiros aparelhos, como você deve imaginar, eram muito diferentes dos smartphones com conexão rápida que temos hoje. Aplicativos de mensagens e troca de arquivos, como o Whatsapp, eram impensáveis na época. A única função dos primeiros celulares era, de fato, fazer ligações.

Muita coisa mudou desde então, e essas mudanças foram divididas em gerações de tecnologia de telefonia móvel. É esse o significado das siglas 3G ou 4G que você vê na tela do seu celular quando se conecta à internet - no caso, 3ª e 4ª geração, respectivamente.

1G, 2G, 3G e 4G… Cada uma dessas gerações de comunicação móvel corresponde a uma época, e reflete as tecnologias disponíveis e as necessidades dos usuários naquele momento.

A seguir, explicamos melhor cada uma delas e o caminho que percorremos para chegar até a conexão de alta velocidade que temos hoje.

1G

É a geração da transmissão analógica. Na prática, isso quer dizer que a ligação é transmitida por um sistema analógico - no caso, por ondas de rádio - entre um aparelho e outro.

Pode parecer pouca coisa, mas na época foi uma transformação disruptiva no mercado: pela primeira vez era possível fazer ligações com aparelhos sem fio, os celulares. Imaginem a dimensão dessa mudança, já que hoje para muitos de nós os telefones fixos parecem itens de museu.

Hoje em dia os aparelhos 1G e o sistema analógico estão praticamente em desuso, e no Brasil já foram substituídos pelas versões mais modernas há alguns anos.

2G

Lançada em 1991, a geração 2G é marcada pela transmissão digital, que vem para substituir a analógica. A transmissão via digital permite a circulação de informações mais complexas que somente a voz, como texto, imagens, etc.

Na prática, a primeira novidade que vem com o 2G é a possibilidade de enviar mensagens SMS (os famosos torpedos, bastante utilizados antes do surgimento de aplicativos de mensagem como o Whatsapp) e MMS, mensagens multimídia com imagens e pequenos vídeos.

Foi também em 1998, dentro dessa segunda geração de telefonia móvel - conhecida como 2.5G - que se tornou possível acessar a internet pelo celular, primeiro através das tecnologias GPRS e depois EDGE. Surgia assim a internet móvel, com a principal função de acessar e-mails pelos recém-lançados smartphones. Só para você ter uma ideia, a velocidade dessas conexões era muito parecida com a dos modems discados.

As duas tecnologias são evoluções do 2G inicial, uma tecnologia pensada inicialmente para o uso de voz e que depois evoluiu para oferecer uma melhor conexão de dados móveis.

Mesmo hoje pode ser que você já deve ter se deparado com as siglas GPRS ou EDGE na tela do seu celular. É que essas tecnologias de conexão ainda existem, e acabam sendo utilizadas por nossos celulares em locais mais remotos onde opções de conexões mais rápidas não estão disponíveis.

3G

Em 2007 que o Brasil adaptou sua infraestrutura para poder suportar a geração 3G, a primeira pensada com foco em internet móvel. Se antes a velocidade da conexão tornava praticamente inviável carregar páginas pesadas, agora é possível assistir vídeos, escutar músicas, jogar e usar aplicativos online.

As tecnologias que proporcionaram isso são chamadas de H e H+. A primeira sigla faz referência à HSPA (High Speed Packet Access), que oferece velocidades de até 14 Mb/s, e a segunda uma evolução do HSPA, que chega a 42 Mb/s. A diferença é enorme, se pensarmos que antes uma excelente conexão 2G não passava de 400 Kbs/s.

Mas com isso também surgiu um problema. Como a velocidade de transmissão de dados via conexão 3G é muito mais rápida, a bateria dos aparelhos acaba rapidamente. Quem nunca passou por isso, certo?

Demoraria algum tempo até que as empresas de eletrônicos desenvolvessem baterias mais potentes e que aguentassem horas a fio de navegação 3G.

4G

A novidade aqui é a tecnologia LTE (Long Term Evolution), que por sua vez é a 4ª geração de conexão móvel, por isso o 4G.

O 4G surgiu para dar conta da demanda cada vez maior por dados e mobilidade. A grande diferença em relação à 3ª geração está na velocidade e na potência da conexão (o que permite que os smartphones se tornem verdadeiros computadores de bolso), mas ao mesmo tempo a um custo mais reduzido e acessível à população.

Um novo jeito de usar o celular

Foi esse salto em conectividade do 4G que permitiu que surgissem diversas “soluções digitais” complexas, que tiveram um grande impacto na vida dos usuários e tornaram mais fáceis e ágeis serviços que vão dos bancos online ao aluguel de bicicletas.

Também é importante mencionar o impacto social do avanço dessas tecnologias de conexão sem fio, que levaram acesso à internet a regiões que antes permaneciam isoladas do mundo digital, excluídas dos mapas de banda larga fixa.

Mas e o 5G?

Hoje a mídia e as próprias operadoras de telefonia têm colocado em pauta discussões sobre o 5G, a mais nova geração de telefonia móvel. Mas o que tem de realmente novo? E quando ela estará disponível para os consumidores? Qual sua diferença frente o 4G? Esse é o assunto do nosso próximo post aqui do Blog Fluke.


Entender o que cada tipo de conexão significa é essencial para que o consumidor faça a melhor escolha de plano e de aparelho. Para nós, dar acesso a essa informação de forma clara e objetiva é um dever das operadoras, e é por isso que pretendemos publicar mais textos sobre o assunto por aqui.

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