Formada por 20 países e uma população que já ultrapassa 639 milhões de pessoas, a América Latina sempre ofereceu grandes oportunidades para a indústria de telecomunicações.

MVNOs estão em expansão na América Latina e podem melhorar a qualidade dos serviços de telefonia móvel

Ainda assim, a região não costuma adotar novas tecnologias com a mesma rapidez que os mercados dos EUA e da Europa, por exemplo. Há um certo delay por aqui: com raras exceções, tecnologias que fazem sucesso em mercados mais maduros demoram algum tempo até conseguirem terreno firme para se lançarem nos mercados emergentes.

Esse é o momento que vivem as operadoras móveis virtuais, também chamadas de MVNOs. Em poucas palavras, trata-se de uma nova modalidade de operadoras de celular: empresas com uma forte pegada de inovação e que focam em melhorar os serviços de mobilidade existentes hoje no mercado, oferecendo vantagens como ofertas flexíveis, serviços digitais, preços acessíveis e atendimento de qualidade.

Confira o nosso artigo completo sobre "Operadores Virtuais: o que são e como mudam sua rotina?"

Do ponto de vista técnico, elas são diferentes das operadoras tradicionais (MNOs) - como Vivo, Tim e Claro - porque não possuem infraestrutura de rede própria, e costumam alugar esse serviço. É daí que vem o “V”, na sigla, abreviação de “virtual network”, ou “rede virtual”.

Atualmente, as MVNOs capturam entre 10% e 40% de market share em países desenvolvidos. Na Europa Ocidental, a situação é particularmente promissora: Alemanha, Dinamarca, Noruega e Suíça estão entre os países possuem o mercado de operadoras virtuais mais maduro.

Enquanto isso, países emergentes representam oportunidades de atuação e crescimento significativas. Na América Latina, alguns países já estão avançando na adoção das MVNOs, enquanto outros ainda estão só olhando essa tecnologia. Ao longo deste texto, iremos analisar mais a fundo a situação em três países que representam bem esse cenário: Colômbia, Chile e México.

Colômbia

Na Colômbia as MVNOs já atingiram participação comparável aos países do sul da Europa, onde essa modalidade existe há muito mais tempo. No país latinoamericano, os 5.1M de clientes de operadoras virtuais representam 8% do mercado. Em países como Itália, França e Espanha, essa taxa é de aproximadamente 11%.

O grande destaque entre as operadoras virtuais colombianas é a Virgin Mobile, que responde por mais da metade do mercado com seus 2.6M consumidores. A marca Virgin Mobile (normalmente uma parceria entre o Virgin Group e uma MVNO local) atualmente está presente em 14 países, e a Colômbia foi o segundo país latino-americano a recebê-la, depois do Chile.

Seu grande diferencial parte dos inúmeros planos que se adequam ao usuário final e acabam conquistando o público voltado ao uso da internet e dados móveis.

Chile

No Chile, as MVNOs começaram a atuar em 2011 e chegaram a ocupar 2,8% do mercado em 2016. A partir daí, porém, sofreram forte retração pela turbulência de mercado produzida com a entrada disruptiva da WOM - empresa de telefonia móvel tradicional (MNO) formada com a aquisição da Nextel Chile pelo fundo de venture capital Novator Partners, e que adotou estratégias de marketing e precificação bastante agressivas.

Hoje, as duas principais MVNOs atuantes no país - VTR e Virgin Mobile - detém 2% do mercado, algo em torno de 480 mil usuários.

Um dos grandes diferenciais do mercado chileno pode ser visto no website da VTR Móvil, onde há uma segmentação de planos(livre, controlado e plus) de acordo com a sua necessidade.

México

O México apresenta um crescimento contínuo, mas tímido, com o surgimento de muitas marcas novas de MVNOs, porém metade delas ainda mostra um desempenho insuficiente. Das 15 MVNOs que atuam no país, apenas 7 podem ser consideradas relevantes.

Lá, as operadoras virtuais dividem entre si cerca de 1,4% do mercado total de telefonia móvel - em outras palavras, abocanham 1,6 milhão dos 117,37 milhões de clientes. A expectativa é de que, com o tempo, essas novas entrantes ganhem ritmo de crescimento e ajudem as MVNOs a responder por uma fatia maior do mercado mexicano.

Um destaque no méxico é a MVNO WEEX, onde é possível controlar todo seu plano por um aplicativo no smartphone, além de outras personalizações de planos e ofertas.

Qual o futuro da telefonia móvel na América Latina?

Vale lembrar que estamos falando de um continente em que a penetração de telefonia celular já ultrapassa os 100% nos principais mercados. Assim, para uma operadora virtual ter sucesso, é preciso se diferenciar de forma consistente das operadoras tradicionais que já dominam o mercado. Isso envolve oferecer serviços diferenciados e, muitas vezes, personalizados segundo as necessidades de nichos que o status quo costumava ignorar. Além de garantir os direitos que os consumidores merecem das operadoras.

Nessa disputa comercial, um ganhador é certo: o consumidor.


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